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domingo, 11 de março de 2012

MORRE MOEBIUS UM DOS MAIORES QUADRINISTAS DA HISTÓRIA


Moebius tinha 73 anos de idade.
     Foi anunciado pela rádio Europe1 que nesta manhã de sábado faleceu Jean Henri Gaston Giraud, o quadrinista Jean Giraud, Gir ou Moebius. O falecimento foi confirmado pela esposa e filha do artista. A causa não foi divulgada, mas a revista Le Point fala em "uma longa enfermidade" - eufemismo que a imprensa francesa costuma usar para câncer. Giraud tinha 73 anos.

     Jean começou vendendo suas primeiras ilustrações, aos 18 anos. Começou sua carreira nas HQs de western, como sua criação Frank et Jeremie, mas chamou atenção quando virou aprendiz de Jijé, um dos nomes mais famosos do quadrinho francês. Blueberry, que criou junto a Jean-Michel Charlier em 1963, foi seu primeiro sucesso.
Ao mesmo tempo, começou a assinar o pseudônimo Moebius para HQs de fantasia. Depois sumiu por uma década, retornando com destaque em 1975 como co-fundador da Métal Hurlant (ou Heavy Metal), a famosa revista de ficção científica e fantasia. Lá fez obras como Arzach e A Garagem Hermética, que lhe deram sucesso internacional por conta da criatividade e da imaginação sem limites nos cenários e figurinos.
Atualmente suas obras são publicadas no Brasil pela Ed. Nemo
    
     Também em 1975, começou a colaboração com o escritor chileno Alejandro Jodorowsky numa adaptação do livro Duna para o cinema que nunca saiu do papel. Jodorowski acabou sendo seu parceiro de muitos trabalhos nas HQs, sendo o principal deles O Incal. Hollywood continuou procurando-o, o que o rendeu créditos de desenhista de produção em Alien: O Oitavo Passageiro, Tron, Mestres do Universo,Willow, O Segredo do Abismo e O Quinto Elemento, entre outros.
     Jean Giraud morou nos EUA nos anos 80, época em que seus desenhos influenciavam tudo relacionado a fantasia e sci-fi no cinema e nos quadrinhos. É também dessa época sua colaboração com Stan Lee numa graphic novel do Surfista Prateado.
     Nos anos 1990, criou várias obras onde atuou primariamente como roteirista, como Mister Blueberry, Marshall Blueberry, Le Monde du Garage Hermétique e o remake de Little Nemo. Naquela década e na seguinte, esteve dedicado como autor solo das séries de álbuns Le Monde d'Edena e Inside Moebius. E nos últimos dois anos estava tocando sua própria editora, Moebius Productions, com novas histórias de seus personagens Arzach e Le Major.


Em 2011, ele voltou a ser publicado no Brasil através da editora Nemo, que começou a lançar os cinco volumes da sua Coleção Moebius. Depois de Arzach e Absoluten Caufeltrail, há outros dois planejados para este ano: O Homem é Bom? e Garagem Hermética.


Jean Henri Gaston Giraud ganhou dezenas de prêmios pelo mundo, virou documentário e teve várias exposições de sua obra. Uma das últimas, na Fundação Cartier em Paris, aconteceu no final de 2010 e foi a maior de sua carreira. Infelizmente, foi também um dos pontos finais de sua expressiva carreira.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

JOHN BYRNE DIZ QUE VAI SE APOSENTAR DO PLANETA


FÃS ACHAM QUE ELE PODE ESTAR PLANEJANDO SUICÍDIO

O site Bleeding Cool recentemente começou a notar as coisas estranhas que John Byrne anda dizendo no fórum dedicado a si. Num comentário sobre algarismos romanos – usados pelo autor para assinar suas páginas, marcando o ano -, Byrne disse que pretendia ter uma "saída graciosa" aos 66 anos (MMXV), mas que está considerando chegar à simetria de MMXX (2020).

Quando questionado no fórum (por um fã brasileiro, Valmor Pedretti) se estava falando de deixar os quadrinhos ou algo mais, Byrne escreveu o seguinte:

"Eu quis dizer aposentadoria do planeta, Valmor. Não tenho interesse algum em definhar. Tudo depende de vários fatores externos, é claro - sendo o maior deles se as Sinas não vão querer me levar antes!"

No primeiro post, Byrne diz que vem pensando nisso desde 1972. Atualmente com 61 anos, John faz muitos trabalhos comissionados por fãs das décadas de 70 e 80, e recentemente voltou a criar HQs para encerrar sua série Next Men e lançando a nova Cold War, ambas na editora IDW.


fonte: omelete.com.br


quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

CLAMP – AS RAINHAS DO MANGÁ


       A CLAMP é um grupo de quatro mulheres originário da região de Kansai no Japão formado por: Ageha Ohkawa, Mokona, Tsubaki Nekoi e Satsuki Igarashi. Desde 1984, quando ainda eram estudantes, produziram seus primeiros dōjinshis (histórias não oficiais), isso até 1989 com a publicação de RG Veda na revista mensal Wings, seu primeiro trabalho oficial. Os estilos de seus mangás são muito variados, desde shoujos até temas adultos.

      Recentemente ocorreu a exposição ‘As Rainhas do Mangá’ no Rio Comicon 2011, foi produzida originalmente pelo Festival Internacional de Quadrinhos de Angoulême (França) em 2008 e apresentada na Paris Bibliothèques em 2009, na capital francesa, por ocasião da visita das autoras ao Japon Expo, em homenagem aos 20 anos do estúdio. A exposição contou com reproduções de croquis, screenshots e mangás então em desenvolvimento, e mostra a variedade dos trabalhos das artistas.

       O grupo contava inicialmente com doze integrantes, reduziu seu tamanho para sete em 1990 e passou a adotar o nome CLAMP, que segundo elas significa "uma pilha de batatas". Durante a produção de RG Veda, saíram mais pessoas, restando apenas quatro. Recentemente, por ocasião do 15º aniversário do grupo em 2004, as integrantes mudaram seus nomes.


Ageha Ohkawa 大川 緋芭 (Ōkawa Ageha)

Nome antigo: Nanase Ohkawa (大川 七瀬 Ōkawa Nanase)
A líder, nascida em 2 de Maio de 1967 em Osaka, é a responsável pelos roteiros dos mangás e às vezes de alguns animes. Também é quem negocia com as editoras e planeja as vendas. Aparentemente, não mudou seu nome por nenhum motivo especial além do aniversário do grupo.


Mokona もこな (Mokona)

Nome antigo: Mokona Apapa (モコナ アパパ Mokona Apapa)
Fã de roupas tradicionais japonesas (está sempre as usando e recentemente lançou um livro sobre o assunto), Mokona nasceu em 16 de junho de 1968, em Kyoto, e é responsável pela maioria das ilustrações dos mangás. Seu nome também é o de um personagem de Guerreiras Mágicas de Rayearth, ×××HOliC e Tsubasa: RESERVoir CHRoNiCLE. Retirou o sobrenome Apapa por achar que soava muito imaturo.




Satsuki Igarashi いがらし 寒月 (Igarashi Satsuki),

Nome antigo: Satsuki Igarashi (五十嵐 さつき Igarashi Satsuki)
Auxilia nas ilustrações dos mangás, fazendo o desenho dos personagens de Chobits e Tsubasa: RESERVoir CHRoNiCLE e também é responsável pela coordenação de produção. Nasceu em 8 de fevereiro de 1969, em Kyoto e mudou apenas a escrita de seu nome. Possui uma coluna mensal na Newtype Magazine. Seu nome é também o nome de uma personagem do mangá X.
Tsubaki Nekoi 猫井 椿 (Nekoi Tsubaki)

Nome antigo: Mick Nekoi (猫井 みっく Nekoi Mikku)
Corrige as ilustrações dos mangás, auxiliando Mokona. Nasceu em 21 de janeiro de 1969, em Kyoto e é a ilustradora principal de algumas obras como Wish e Legal Drug. Mudou seu nome porque não gostava quando ele era lembrado como o mesmo de Mick Jagger. Seu sobrenome é também o sobrenome de uma personagem do mangá X.


       Essas 4 damas marcaram seus nomes na história com seu estilo particular e influenciaram mais que apenas o universo do mangá. Com uma maturidade surpreendente, até mesmo nas histórias mais inocentes com enredos que misturavam religiosidade, mitologias diversas, sexualidade, androginia, tecnologia, surrealismo, filosofia e drama; tudo com um traço detalhado e com influências das artes de capa da Vogue nas décadas de 30 e 40 e do estilo Art Nouveau, principalmente do pintor tcheco Alphonse Mucha. Esse estilo, rapidamente virou uma referência para outros artistas do chamado mangá shoujo e se tornou uma marca registrada do grupo.
       Ao contrário de alguns mangakás que se deixaram encobrir por suas obras fazendo histórias muito mais famosas que eles, e consequentemente fazendo suas outras sagas não se tornarem tão conhecidas quanto essas, a CLAMP não ficou presa a suas obras de maior sucesso, talvez por saber parar uma história na hora certa, assim criando dezenas de títulos curtos.


RG VEDA


       Trezentos anos atrás, o deus do trovão, Taishakuten rebelou-se contra o Imperador dos Céus, matando-o e o deus-guardião Ashura-ō. Com a ajuda da esposa de Ashura-ou, Shashi, ele usurpou o trono e começou seu reino cruel como o novo imperador. Entretanto, uma profecia foi feita:
"Seis estrelas golpearão a terra. Você é a estrela negra que irá contra os céus. Sua jornada começa quando você encontrar a criança de uma raça desaparecida. Eu não posso ver se a criança é boa ou má, só sei que esta criança pode girar a roda do destino dos céus…”.
       Seguindo esta profecia, o Guerreiro Guardião do norte, Yasha-ou, acorda a criança sem sexo de     Ashura-ō, Ashura, que dormiu os últimos trezentos anos sob um selo mágico. Acreditando que profecia significar que as “seis estrelas” juntas podem destruir Taishakuten, ele e Ashura se saem à procura das “seis estrelas”.
Depois de um tempo, juntam-se a eles Souma, Ryu-ou e Karura-ou, três das seis estrelas da profecia, que Yasha-ō e Ashura também são. Um personagem misterioso que aparece e desaparece regularmente, Kujaku, dá-lhes o conselho útil, mas suas natureza e intenções são obscuras.
       O delicado e infantil Ashura (referido como “ele” por conveniência, embora algumas traduções usam um pronome feminino) logo revela-se com um alterego mortal, um jovem que tem prazer com a morte e destruição, mas este lado se mantém suprimido pela afeição de Ashura por Yasha-ou.

X-1999

       X é um dos mangás mais conhecidos e polêmicos da CLAMP. Começou a ser publicado em 1992 e foi cancelado em 2003 por problemas sociais no Japão. Foram 18 tankohons lançados pela editora Kadokawa Shoten, e seus capítulos foram publicados pela revista Asuka. No Brasil, o mangá foi lançado pela editora JBC. O anime foi lançado em 2001, contando com 25 episódios (incluindo o episódio 0).
       Tendo uma visão do apocalipse, que aconteceria no ano de 1999, a leitora de sonhos Hinoto une um grupo de pessoas, chamado Dragões do Céu, para que criassem barreiras (kekkais) nos pontos que incidissem com a destruição. Os Dragões do Céu são a favor da salvação da raça humana. Um outro grupo é formado, os Dragões da Terra, que são a favor da destruição da humanidade para que assim o planeta possa ser purificado..
Em Tóquio, já devastada, encontra-se o jovem que é responsável em decidir o destino do planeta e da raça humana, pois o lado ao qual ele se aliar (Dragões do Céu ou Dragões da Terra) será o lado vencedor. Ele se chama Kamui Shirou e tem todo o poder em sua escolha suas mãos.
       Algo muito interessante em X é que, em momento algum da história, se tem apresentado quem é o bem e quem é o mal, sendo esta interpretação dependente do entendimento de cada um.

-O mangá Tokyo Babylon tem sua conclusão dentro de X.
-Os personagens Subaru e Seishirou são originalmente de Tokyo Babylon.
-O mangá X sempre traz uma palavra destacada nas primeiras páginas, tendo sua definição explicada.
-O OVA de X é uma espécie de teaser (prévia) do anime.
-O anime e o mangá de X possuem finais diferentes, pois o mangá não foi concluído ainda.
-Há forte presença Shonen Ai (gay), principalmente no mangá.
-Em 2003, o Japão estava sofrendo com vários “problemas sociais”, e como X possui muita violência, entrou em hiato, e desde então não foi continuado.
-Os tankohons vinham acompanhados por cartas de tarot.
-A grande quantidade de sangue em X o tornou um dos mais polêmicos da CLAMP.

SAKURA CARDCAPTORS

       Sakura Kinomoto é uma garota de 10 anos, estudante da fictícia cidade japonesa de Tomoeda, que por acidente abre um livro misterioso, chamado Livro Clow. Do livro saem 52 cartas mágicas levadas por uma tempestade de vento causada pela magia da carta Vento, que foi libertada quando Sakura leu o seu nome. Kerberos, o guardião das cartas (uma criatura muito parecida com um animal de pelúcia bem pequeno), surge do livro e conta a Sakura que as cartas foram espalhadas por toda Tomoeda e é seu dever capturá-las de novo, tornando-a uma cardcaptor (capturadora de cartas em inglês).
       As cartas provocam fenômenos estranhos ao redor de Sakura, que emprega os poderes das cartas já capturadas em seu báculo mágico para dominá-las e juntá-las à sua coleção. Ela conta com a ajuda de sua amiga Tomoyo, e mais tarde de outros personagens como Syaoran Li, um cardcaptor rival que mais tarde se torna seu aliado, e Yue, outro guardião das cartas.
       No decorrer da trama, além das histórias misteriosas que envolvem as cartas, também se fazem presentes cenas que mostram o crescente romance entre Sakura e Syaoran, intercalados com as cenas de ação. Na segunda metade da história surgem novos personagens, como Eriol Hiiragizawa, e Sakura passa a transformar as cartas Clow em suas próprias cartas: as Cartas Sakura (Sakura Cards).

        Atualmente o grupo informou que vai produzir seus mangás num ritmo mais lento, pois uma das integrantes, provavelmente por passar anos sentada desenhando, acabou se lesionando. Correm boatos de que isso pode levar ao fim do grupo, mas são só boatos.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

TEZUKA DAY- BIOGRAFIA DE OSAMU TEZUKA

       Osamu Tezuka foi o maior marco do mangá, criando boa parte das coisas que hoje consideramos como padrão, um exemplo seria sua narrativa, os olhos grandes e até as enquadrações de cena.
       Osamu Tezuka (手塚 治虫), nasceu em Toyonaka, distrito de Osaka, a família mudou-se para Takarazuka quando ele tinha apenas cinco anos de idade.
      
       Seus pais gostavam  de estimular a criatividade dos filhos. Tezuka tinha um irmão e uma irmã mais novos e sua mãe os levava para ver as peças no famoso Teatro de Takarazuka. Seu pai tinha um projetor de filmes em casa e gostava de mostrar, por exemplo: O Marinheiro Popeye, Betty Boop e Mickey Mouse. Ele foi grandemente influenciado por essas animações da Max Fleischer e Walt Disney, mais tarde Osamu diria que assistiu à Bambi mais de 80 vezes.
       Mesmo nessa época Tezuka já criava histórias sobre diversos temas, embora não se entendesse com crianças da mesma idade tentava se enturmar, chegando a criar até um clube de estudos sobre insetos. Passeando pelos campos de Takarazuka para estudar e procurar os insetos, ele criou um forte senso de preservação do meio ambiente .

      Quando tinha onze anos, começou a segunda guerra mundial, Tezuka então começou a trabalhar em fábricas. Esta foi a época que ele criou valores e pensamentos que seriam usados futuramente em suas obras.
       Em 1945, Osamu com 17 anos, entra na universidade de medicina. Seria lá que que conheceria Sakai Shichima, que pouco tempo depois iria pedir para Tezuka desenhasse um akabon para ele (livro vermelho do tamanho de um cartão postal). A história (Nova Ilha do Tesouro) vendeu 400.000 exemplares, apresentando o autor a esse meio mas só em 1946 que sua carreira  iria realmente começar, pois um ano antes da publicação de Shin Takarajima, ele começa a escrever a yonkoma O Diário de Ma-chan no jornal Shokokumin Shimbun (Jornal das crianças da escola de Mainichi).
       Depois de alguns trabalhos em Osaka, Tezuka mudou-se para Tóquio, pois pensava que lá seria mais fácil publicar a suas obras. Teve seus sonhos frustrados até que em 1950, um amigo lhe convidou para ver Jungle Taitei (Kimba, o Leão Branco).
       Maravilhado, o artista então faz sua própria versão da história. Depois do sucesso conseguido, não houveram dificuldades para publicar mais nada. Aproveitando a chance, Tezuka produziu sua melhor e mais famosa obra: Tetsuwan Atom (conhecido também por Astro Boy). Seu ânimo foi tamanho, que resolveu criar animações seguindo os moldes de Walt Disney, nasceu assim em 1961 o estúdio Tezuka Osamu Production que depois mudou para Mushi Production. Lá foi feita uma série de desenho animado de Atom, sendo uma das primeiras animações da TV japonesa, o que viria a criar a explosão de animações (ou animes).

       Em sua vida pessoal, se formou em medicina em 1951 e apesar de varias duvidas, deixou seu foco no mangá. Oito anos depois casou-se com Okada Etsuko, com quem teria um filho e duas filhas.
       Reconhecido como um artista renomado, Tezuka quis espalhar a cultura do mangá pelo mundo, as suas viagens lhe fez conhecer o artista francês Moebius e ainda o tornou amigo pessoal do cartunista brasileiro Maurício de Sousa.
       Infelizmente, depois de sentir dores no abdômen, Tezuka foi internado e acabou morrendo de cancêr de estômago aos sessenta anos em 1989 deixando um grande legado lembrado até hoje. Como prova disso ganhou um museu de 1400 m²,  inaugurado em 25 de abril de 1994 que tem três andares, e em seu subsolo  há uma "fábrica de desenhos" em que os visitantes podem fazer suas próprias animações.
       Tezuka criou mais de 700 mangás em sua vida, alguns deles são: Metoroporisu (Metropolis), 1949; Ribbon no Kishi (A Princesa e o Cavaleiro), 1953/1956; Hi no Tori (Pássaro de Fogo/Phoenix), 1956/1989; Dororo, 1960; Black Jack, 1973/1983; Buddha (Buda), 1974/1984; Adolf ni Tsugu (Os três Adolfs), 1983/1985; Magma Taishi, 1966/1967.

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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

MORRE JOE SIMON, CRIADOR DO CAPITÃO AMÉRICA


       Joe Simon, o roteirista criador do Capitão América em 1941 ao lado de Jack Kirby, faleceu nesta quinta-feira, aos 98 anos. A informação, segundo o Comics Beat, foi confirmada pelo filho de Simon no Facebook.

       O Capitão foi um herói criado pela então Timely Comics especificamente para a divulgação política. Logo em sua primeira revista, de março de 1941, Steve Rogers aparece socando Adolf Hitler. Com os anos, porém, as aventuras do Capitão América tornaram-se, assim como Simon, um símbolo da Era de Ouro dos quadrinhos de super-herói dos EUA.

       Com Kirby, Simon passou por quase todos os gêneros das HQs, criando personagens como a versão pré-crise de Sandman, Homem-Mosca e Fighting American (para a Archie Comics), e os sucessos Boys' Ranch (western), Black Magic (terror) e Young Romance (romântica).

       Simon já havia processado a Marvel duas vezes, para reaver os direitos sobre o Capitão América. A primeira foi no final da década de 60, junto a Jack Kirby, e que acabou num acordo extrajudicial; e em 1999, com base em mudanças na legislação. Artista e editora fizeram novo acordo extrajudicial em 2003, liberando o caminho para o filme do Capitão em 2011.

       Ele ainda comparecia a convenções de HQs, apesar da idade e sua obra foi o centro de inúmeras retrospectivas ao longo dos anos, incluindo duas autobiografias: The Comic Book Makers, com o filho Jim, e My Life in Comics, lançada este ano para coincidir com o filme do Capitão.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

MORRE SHINGO ARAKI


       No dia 1 de dezembro de 2001 morreu o artista japonês Shingo Araki. Conhecido mundialmente como o character designer do anime dos Cavaleiros do Zodíaco, a sua história profissional se confunde com a história da animação japonesa, tendo destaque tanto em obras Shonen quanto Shoujo.

       Shingo nasceu no dia 01 de Janeiro de 1939 na Provincia de Aichi, Nagoya no Japão. Era conhecido por seu designer criativo em muitos animes, principalmente em Saint Seiya. Apaixonado por desenhos animados desde pequeno, especialmente pelo trabalho de Osamu Tezuka, sua colaboração em Cavaleiros do Zodíaco ajudou a aumentar ainda mais a popularidade da obra de Masami Kurumada, chegando a ser considerado o “segundo pai” dos personagens. Durante sua carreira, Araki participou de diversos projetos no mundo da animação, entre eles Rosa de Versalhes, Angel a Menina das Flores, Babel II, UFO Grendizer, Cutey Honey.

       Atualmente já estava aposentado e participava casualmente de pequenos projetos. Shingo Araki faleceu hoje aos 72 anos de idade. Ele já vinha apresentando problemas de saúde já algum tempo que infelizmente acabaram se agravando levando a sua morte.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

A LIGA EXTRAORDINÁRIA: 1969 CHEGA AO BRASIL


       Acaba de sair no Brasil pela editora Devir A Liga Extraordinária - Século: 1969, segunda parte da trilogia de Alan Moore e Kevin O'Neill - uma mistura de personagens da literatura de cada época -, agora entrando nos séculos XX e XXI.

       A HQ chega ao Brasil poucos meses após o lançamento nos EUA e na Inglaterra. Leia a sinopse:

“O Capítulo Dois se passa quase sessenta anos depois do primeiro, na Londres psicodélica de 1969, onde a Dietilamida de Ácido Tadúkico 26 é a droga da vez e onde diferentes submundos coexistem, acompanhados de sit-ins e cítaras. Os gângsters do East End londrino entram em contato com um submundo contracultural de flower-children místicas e medicadas, e de popstars amorais à beira do colapso psicológico, com uma predileção pelo Satanismo. Alertada de uma ameaça que tem a ver com a mesma ordem mística que ela e os colegas investigavam em 1910, Mina Murray e sua liga tentam navegar pelas correntezas perigosas do ocultismo e da subcultura criminosa e hippie de Londres. Sentindo a pressão do século XX e do peso de suas próprias vidas sem fim, Mina e seus companheiros devem impedir a criação de uma Criança-Lua que pode vir a ser o anticristo.”

       Moore e O'Neill atualmente trabalham no terceiro - e último - volume, que ainda não tem previsão de lançamento lá fora. O segundo volume saiu somente dois anos após o primeiro.

       A Liga Extraordinária - Século: 1969 tem 96 páginas, capa dura e custa R$ 35,99.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

GARTH ENNIS AFIRMA A 'MORTE' DA VERTIGO NA COMIC CON E DEIXA GRANT MORISSON SEM REAÇÃO

Um dos painéis da San Diego Comic-Con foi o dos artistas britânicos, onde estavam Grant Morrison, Garth Ennis, Dave Gibbons, David Lloyd, John Higgins e Alan Davis que conversaram com os fãs sobre a chegada dos europeus às HQ americanas, ou a “Invasão Britânica dos Quadrinhos” que foi o primeiro tópico.
David Lloyd (desenhista de V de Vingança), contou que foi contatado por Dick Giordano e Joe Orlando, grandes nomes da história da DC Comics, que queriam procurar novos talentos entre os europeus. Garth Ennis (Preacher e The Boys) comentou que com ele foi algo semelhante, mas não apreciava quadrinhos americanos até fazer parte da indústria. 

“A distribuição deste material na Irlanda era terrível, e eu acabava lendo e gostando do material que estes caras que estão aqui do meu lado faziam para as revistas britânicas, no entanto o mercado americano parecia ser um lugar melhor para se trabalhar. Tínhamos um tratamento melhor, melhor condições etc. As pessoas pareciam genuinamente comprometidas a lançarem um material bom, diferente do Reino Unido”.

O colorista John Higgins (Watchmen) afirmou que aquelas páginas coloridas e a força das ilustrações das revistas americanas dos anos 1960 e 1970 foram o que realmente lhe chamaram atenção. Já Lloyd contou que entrar no mundo das HQs americanas foi um exemplo de como havia gente fazendo um trabalho mediano em alguns títulos – “eu posso fazer melhor do que isso“, pensou. Alan Davis trabalhava em tempo integral para a 2000 A.D. e então foi convidado pela DC para fazer Batman e Os Renegados, o que abriu todas as portas do mercado americano para ele.

Em seguida o assunto foi o clássico Marvel vs. DC – em qual é melhor trabalhar? Morrison aproveitou a deixa e comentou que a Marvel tornou-se muito corporativa e restrita em suas revistas nos anos 80, enquanto a DC foi pelo caminho contrário fazendo coisas mais progressistas como Watchmen e Cavaleiro das Trevas. “Foi um timing perfeito” afirmou.
Ennis aproveitou e emendou um fator bastante curioso sobre a Marvel: “Até que Joe Quesada assumisse as coisas por lá a Marvel não tinha o menor interesse em fazer quadrinhos progressistas assim. A Marvel, no fim das contas, nunca deu o braço a torcer que eles querem fazer a mesma coisa pra sempre“. Gibbons relembrou como houve interesse da DC de fazer uma história baseada no Atari quando este video game explodiu – e como o tiro saiu pela culatra com o desinteresse instantâneo que foi gerado poucos meses depois.

Lloyd foi para outro lado afirmando que o problema das HQs é ser uma mídia juvenil, não adulta. “Eu gosto de trabalhar em coisas que fazem algo sobre a estrutura social” contou. “Nós (criadores do Reino Unido) levamos este aspecto social para o mainstream” disse Ennis. “Todo o material americano que tocava neste tipo de assunto era underground. Preacher teve muita coisa questionável sobre sentido de Jesus Cristo e Deus, mas com The Boys os vilões da coisa são os próprios super heróis. Eu os vejo como uma mistura de estrelas pop com políticos. The Boys acabou morto na DC porque mexia com o produto deles” completou o escritor irlandês.

“Acabou funcionando” emendou Morrison. “Antes de tudo o Superman lutava pelo homem comum, portanto era muito mais realista“. No pouco tempo que sobrou, os fãs tiveram a chance de perguntar algumas coisinhas para os criadores presentes. A pergunta final foi a mais relevante: “A indústria britânica tem salvação?“. Lloyd respondeu “não. As editoras britânicas não se importam com isso“. Todos os presentes concordaram.
Ennis aproveitou o que Lloyd disse para falar de coisas bem sérias sobre criadores britânicos nos Estados Unidos. “Acho que 2000 A.D. ainda vai resistir por um tempo. As reimpressões do material antigo estão bem, assim como filmes. Como se expande isso? Não sei. Sou o mais novo aqui e já tenho 41 anos. A Invasão Britânica, como é chamada, foi coisa do passado. Acho que os novos talentos de lá que vêm para a indústria americana estão presos aos quadrinhos de super heróis. A Marvel quer fazer a mesma coisa pra sempre. A Vertigo está morrendo sem direito a ressurreição. A DC está se tornando numa máquina de marketing“. Neste momento em que todos concordaram, Morrison ficou rápido e recusou-se a falar sobre o assunto.

Ennis então concluiu o painel de uma forma profética, negativista e controversa ao dizer: “Na DC Comics os contratos da Vertigo estão sendo jogados pelo ralo, de uma forma que quase mais nada tem algum atrativo. A Vertigo foi boa enquanto durou. Mas, felizmente, ela abriu as portas para os independentes, o que não existia antes. Para os britânicos não se tem mais muito o que fazer. Tivemos nossa época também“.


Agradecimentos ao site Multiverso DC http://www.multiversodc.com/v2/2011/08/garth-ennis-afirma-morte-da-vertigo-e-deixa-morrison-sem-reacao/.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

GRANT MORRISON CRIA POLÊMICA EM DECLARAÇÃO EM SEU LIVRO SUPERGODS

Em um trecho do livro Supergods, que acaba de sair nos EUA e Reino Unido, Grant Morrison está provocando polêmica tanto entre historiadores das HQs, quanto entre seus fãs. Morrison se refere a Jerry Siegel e Joe Shuster, os criadores do Superman.

Segundo ‘Supergods’, Siegel e Shuster venderam em 1938 Superman à National Publications (DC Comics) por apenas 130 dólares (o que é conhecido), mas interpreta ação como se estivessem “criando um produto para vender e imaginaram que poderiam criar outros maiores e melhores"; e também que só teriam se revoltado contra o valor pela criação em 1946, "quando perceberam quanta grana sua criação estava arrecadando". O escritor ainda compara-os a Bob Kane, co-criador do Batman, que teve melhor remuneração e participação nos lucros do que todos os outros artistas. Kane é definido por Grant como alguém que tinha "mais cabeça para negócios".
O primeiro a reclamar foi o crítico de quadrinhos Abhay Khosla, que diz que Morrisson não reconhece vários fatos documentados em torno da venda de Siegel e Shuster à National (fatos estes que, na visão de Khosla, comprovam que os dois foram passados para trás) e complementa que o "esquecimento" de Grant é interesseiro: serviria à DC no processo judicial que a editora enfrenta movido pelos herdeiros de Siegel e Shuster.

"Acho que tive sorte de crescer numa época em que as pessoas que faziam quadrinhos buscavam outros rótulos que não 'marionete corporativo”, Abhay Khosla.

E completa lembrando que Morrison tem "participação num projeto que pode ter sido criado para que as chances dos pais corporativos do Superman terem que dar dinheiro aos herdeiros de Siegel e Shuster sejam reduzidas", referindo-se à reformulação do herói para o relançamento do Universo DC já que é Morrison quem está trabalhando na nova Action Comics, que muda a origem do personagem.
O autor está sendo chamado de boneco da DC Comics como se vê na crítica do respeitado historiador dos quadrinhos Paul Gravett. Numa resenha do livro em seu site http://www.paulgravett.com/index.php/articles/article/grant_morrison/ Gravett mostra erros de Morrison como que Siegel e Shuster já haviam se manifestado em 1938 contra o injusto contrato, e não só na década seguinte - e também levanta a suspeita de que Supergods seja parte de uma estratégia da DC Comics de minar os herdeiros de Siegel e Shuster.

"Morrison prefere elevar o super-herói a um conceito indestrutível, quase uma entidade independente, auto efetivada, reconhecendo apenas por cima o lado comercial e sujo, e maquiando a exploração reinante (hoje e sempre) no mercado, e é por isso que ele decide escantear ou ignorar o motivo pelo qual eles devem sobreviver - a necessidade que têm de sempre gerar mais e mais dinheiro para seus proprietários corporativos e acionistas, sendo que uma percentagem de seus lucros arrecadados são para operários leais, como Morrison, que de alguma forma conseguem fazê-los vender." Paul Gravett.

A relação com a reformulação do UDC também parece clara para Gravett: "É mais do que coincidência ou do que um anúncio sincronizado que a história de Morrison e a de Superman encontrem-se ao final do livro, quando Morrison é contratado pelos tesoureiros da Desesperada Corporação para relançar sua Supermarca, numa nova Action Comics 1, o ‘revamp guy’ que lançou sua “obra” que na verdade é parte de um remake geral do Superman e que o prepara para seu novo filme".

Até o momento, Grant Morrison não se pronunciou quanto às críticas ao livro.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

FERIDOS EM COMBATE

Infelizmente na vida, temos que aceitar as perdas que sofremos pelo caminho e o mais estranho é quando essas perdas acontecem com pessoas imortalizadas em páginas e em símbolos de superação e força.
Sempre que um herói morre na vida real, formam-se fileiras enormes de pessoas em busca do adeus. Nos quadrinhos nós apenas nos perguntamos: quando será que revivem ele? Não dou quinze anos. Mas quando morrem aqueles que escreviam as histórias de estranhos saindo da morte e superando a si mesmos, aqueles que ficariam eternizados em páginas e páginas de revistas mostrando que eram alguém... Aí nós esperamos que essa pessoa também volte da morte, supere a si própria, e continue em frente... Mas isso não acontece.
A única coisa que podemos fazer é esperar que estejam bem, e respeitar tudo o que fizeram. É isso que estamos fazendo aqui. Estamos demonstrando nosso respeito pelos heróis e gênios que já se foram, mas não saíram de nossas vidas.
Descansem em paz.

Jack 'King' Kirby
Will Eisner
John 'Big Ben' Buscema
Curt Swan
Mike Wieringo
Michael Turner
Wally Wood
Harvey Kurtzman
Mort Meskin
Burne Hogart
Bernie Krigstein
Jerry Siegel
Joe Shuster
Dave Cockrum
Gene Day
Mike Esposito
Glauco
Joe Simon
Bill Finger
Bob Kane
George Tuska
Joe Rosen
Osamu Tezuka
Gil Kane
Lee Falk
Bill Everett
Dwayne McDuffie
Al Williamson
Harvey Pekar
Frank Frazetta
Eugênio Colonnese
Joe Gil
Carlos Trillo
Roberto Fontarrosa
Carlos Meglia
Takeshi Shudo
E se você se lembra de algum outro artista que já morreu, comente como forma de lembrar do que fizeram.

terça-feira, 10 de maio de 2011

OS NOVOS PROJETOS DE ALAN MOORE

O fato de que Alan Moore sempre recusou a fazer adaptações de suas obras é conhecido. Mas agora o britânico famoso como o maior roteirista de todos os tempos está pensando em inovar.
Numa palestra sobre sua revista Dodgem Logic, quando alguém o perguntou se ele gostaria de escrever o roteiro de um game, Alan deixou escapar que estando no século 21 a evolução é necessária, e se ele tivesse pensado em algo que englobasse várias ideias boas, do jeito que ele quiser, seria bem diabólico; então: sim, ele anda pensando num mega projeto que pode aparecer pelos próximos 12 meses.
Alan Moore nunca gostou que refizessem suas obras para um outro público, mas, estando no comando todo o tempo seria uma coisa bem diferente. Então, olho nas notícias, pois a qualquer momento pode surgir uma grande novidade.

sábado, 2 de abril de 2011

OS BRASILEIROS DOS QUADRINHOS DOS EUA

Desde a década de 90, quando as editoras de HQ´s cresceram rapidamente e precisaram de muita “mão de obra”, os quadrinistas brasileiros estão sendo importados... E aos montes. Do pioneiro Marcelo Campos até os mega famosos Mike Deodato Jr, Ed Benes, Ivan Reis... muitos apareceram e abaixo estão o nome de alguns, para ter seu trabalho apreciado ou para te mostrar que você também pode fazer carreira nos EUA se quiser.


Adriana Melo                
Alex Lei
Ed Benes
Eddy Barrows
Fábio Moon
Gabriel Bá
Greg Tocchini
Ivan Reis
Jack Jadson
Joe Bennet
Joe Pimentel
Joe Prado
Luke Ross
Marcelo Campos
Mike Deodato Jr.
Oclair Albert
Rafael Grampá
Renato Guedes
Rob Lea
Rod Reis
Roger Cruz
Ron Adrian
Watson Portella
Will Conrad
Wilson Viera

Enfim, se você ficou com vontade de tentar a sorte lá fora, basta entrar em contato com a Impacto Quadrinhos pelos fones (11) 5072-6161 para São Paulo, (21) 3353-5422 no Rio de Janeiro ou pelo site http://www.impactoquadrinhos.com.br/; ou com a Art & Comics, como telefone (11) 3021-6607 ou pelo e-mail de Joe Prado, o chefe da agência: joeprado@mythoseditora.com.br.
Agradecimentos ao blog Histórias e Rankings.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

AS OBRAS DE ALAN MOORE- O MAIOR DE TODOS OS ROTEIRISTAS

Nascido em Northampton, Inglaterra em 18/09/1953, Alan Moore passou sua infância e adolescência vendo de frente as perturbações que sempre apareceram em suas histórias, já que o lugar onde morava era muito pobre.
Começou a trabalhar na revista Embryo, feita com amigos porque não conseguia arrumar nem emprego e nem estudo, pois as escolas não queriam aceita-lo, já que havia sido expulso de um colégio conservador. Em ‘Roscoe Moscou’ publicada na revista musical Sounds, Moore percebeu que não era um bom desenhista e resolveu voltar-se apenas para a escrita.
Assim, seus primeiros trabalhos foram realmente para o Doctor Who Weekly e 2000 A.D. onde elaborou séries populares como D.R. & Quinch, A Balada de Halo Jones e SKIZZ. Ganhando destaque na revista Warrior onde escreveu V de Vingança e Miracleman, que lhe deram o prêmio de melhor escritor de HQ de 1982 e 83.
Para a DC, fez a reformulação do Monstro do Pântano e criou o personagem John Constantine. Seus editores então mandaram-no bolar uma série em cima dos personagens da Charlton Comics, e dentro de semanas ele apresentou Watchmen que foi o trabalho mais revolucionário da editora. A contra gosto, Alan se tornou uma celebridade, ganhando prêmios Eisner, Hugo (que era só de literatura), concedendo entrevistas a programas de TV, shows e até revistas de pornografia. Sendo eleito pela Revista Time como um dos 100 romances mais importantes do séc XX.
Sem consciência do que havia se tornado, Moore assinou um mísero contrato com a DC que ganhou todos os direitos da revista que foi republicada todos os anos seguintes nos últimos vinte e cinco anos. Seu contrato foi rompido assim que a DC ignorou seu pedido de tirar seu nome das novas publicações alegando ter sido roubado. Depois disso, passou a escrever para editoras alternativas como a Image e sua própria Mad Love Publishing, e hoje em dia ABC-America’s Best Comics.
Sua primeira adaptação para o cinema foi Do Inferno (2001) que teve o roteiro completamente enxugado como todas as adaptações seguintes. A Liga Extraordinária, foi um fracasso de público e crítica; Constantine foi um pouco melhor de crítica, mas o público viu a completa descaracterização do personagem; a melhor foi V de Vingança, mas Moore achou o roteiro cheio de falhas e exigiu que seu nome fosse tirado do filme. A última, e mais diferente de todas, foi a adaptação de Watchmen.
Também podemos citar as obras Top 10 Promethea e Supremo que foi considerada uma de suas melhores histórias, mas foi interrompida apenas alguns números antes do final.
Alan Moore, hoje mora com sua esposa e filhas, completamente desgostoso dos quadrinhos e constantemente assediado pela DC que ainda quer mais histórias suas.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

QUEM VIGIA OS VIGILANTES?

Caímos em desgraça.
Algo, além disso, é exagero da verdade.
O mijo dos preconceituosos sobre qualquer estranho, se junta na sarjeta com o sangue de prostitutas e traficantes. Todos eles vão para o esgoto e nos levam junto em sua enxurrada. Essa é a parte boa.
Oxalá tempos atrás voltasse. Tempos aparentemente mais simples, onde o mal não era tão mal e os mocinhos sempre venciam no final do filme. Pobres de nós. Estamos condenados. Não dá para voltar onde havia paz, apenas esperar que a guerra venha e nos destrua.
Lembro-me de figuras heroicas, vestidas em trajes ridículos de cores primárias. Esses homens e mulheres, que eram tão acima de todos nós, hoje são parte do povo. São impedidos de ajudar e morrerão como qualquer um.
Sabe por quê? Fomos arrogantes o bastante a achar que não precisávamos deles. Esperávamos que alguém vigiasse aqueles que nos vigiavam. O maior problema, é que realmente existia alguém...
Quem pode ajudar? Quem poderia trazer de volta a paz? Mas como ela voltaria com tantas guerras até hoje?
É impossível. Estamos todos condenados. Nenhum herói mascarado, nenhum passe de mágica ou conto de fadas vai nos ajudar. Porque o único que pode... Não vai fazer isso. Caímos em desgraça.
Só ainda não nos demos conta.
A melhor história de todos os tempos.
De Alan Moore e Dave Gibbons                                             Watchmen

terça-feira, 18 de maio de 2010

O QUE GEOFF JOHNS FAZ HOJE NA DC


Não é mentira. Geoff Johns é um roteirista incrível, e faz histórias ótimas, mas parece que ele não está tendo muita vontade própria. O cara se tornou um “pião” nas mãos dos editores e parece que todas as histórias que faz ultimamente vem da sala do chefe e não de sua imaginação.
1. Ressucitar Barry Allen.
2. Refazer a origem do homem de aço tendo a cara de pau de colocar o título: Superman- Origem Secreta.
3. Estar no comando de quase todas as revistas DC que tiveram histórias relacionadas a Crise Final... e etc, etc, etc...
Se o cara é tão bom, era de se esperar que fizesse algo solo, e não copiar o que já foi feito. Por exemplo a maior de todas as atitudes de desespero, foi fazer uma megassaga envolvendo todos os personagens da editora por mais de um ano, fora os cross-overs (A Noite Mais Densa) baseado numa short history de oito míseras páginas, que o Alan Moore fez a mais de vinte anos.
Tudo bem, se é só pra ficar dando golpes na concorrência e não realmente criar histórias (e esse recado também vale para a Marvel) é só fingir que isso é certo, que nós inventamos que compramos as revistas. Será que não tá na cara que só histórias boas e bem boladas vendem, e não esse monte de nada publicado hoje?
Se é para dar um golpe publicitário, que seja bem feito, por exemplo 52 que foi ótima (Geoff também a produziu) e só serviu para divulgar por um ano inteiro a Crise mais sem graça de todas.
Se alguém quiser ver o potencial de Geoff Johns, a história mais atual que eu recomendo é a da saga de Brainiac, com Gary Frank, na revista Superman, onde aconteceu a morte de Johnatan Kent (que também foi um golpe, mas...).

sábado, 10 de abril de 2010

DÊEM TEMPO AO ALEX ROSS!!!



      Se você, já viu a arte de Alex Ross num graphic novel ou num especial, sabe de que qualidade estou falando.    Mas recentemente Alex está completamente sobrecarregado com capas, várias edições mensais ao mesmo tempo e minisséries uma atrás da outra deixando a arte a desejar.
    Quem viu as graphic novels que ele fez com Paul Dini, por exemplo, percebe isso claramente. Era impossível diferenciar as graphic novels de sequências de fotos, e hoje em dia, ele só continua no posto de maior de todos os artistas de arte pintada por sua extrema qualidade artística.

          Dava para ver a qualidade crescendo de acordo com as revistas. A arte antes amarelada foi ganhando cor e vida. Quem leu Marvels, o Reino do Amanhã e depois U.S. Tio Sam viu uma diferença estrondosa, mas se você pegar uma das recentes capas de Batman, dificilmente vai descobrir que foi ele que desenhou.
           É interessante pensar em novas obras de Alex Ross surgindo aos montes, mas sem qualidade, esse monte se transforma apenas em algo feio. Eu não me importo de ficar um ou dois anos sem nada dele desde que eu saiba que está vindo uma outra obra prima ainda melhor que as anteriores (e mais rápida, já que a única coisa que ele aprendeu foi a agilizar seu trabalho).

JILL THOMPSON


       Jill Thompson é a desenhista de Sandman: Vidas Breves, escrita por Neil Gaiman.

       Ela deve ter gostado de fazer o mestre dos sonhos, pois depois desta edição, ela escreveu outras obras extremamente boas sobre ele, como o livro ilustrado Sandman: Os Pequenos Perpétuos, onde a pequena Delírio se perde e seu cachorrinho Barnabás vaga pela terra e pelos reinos de outros perpétuos procurando-a.
       É uma versão cuti-cuti da família dark do homem de areia. Jill escolheu um estilo bem infantil após algum tempo, não que o seja livro infantil (e também não disse que uma criança não pode ler) mas ele é bem gostoso, como os contos de fadas que eram as sagas de Sandman escritas por Gaiman.

       Tietagens a parte, já que ela fez a propaganda de Neil, ele também a promove, quando fala super bem de seu mangá (mangá americano) Dead Boy Detectives, que também foi desenhado em estilo infantil.
Jill Thompson mora em Chicago com seu marido, o escritor Brian Azzarello.

DOUG BRAITHWAITE


       Se você recentemente leu alguma edição de Justiça da DC Comics e não sabia quem era Doug Braithwaite, provavelmente você achou que o desenho de Alex Ross estava estranho.
        É porque não era ele. O desenhista com estilo muito realista que fez a maior parte das edições foi esse simpático cara, que teve a chance de ficar ao lado de Ross, o mais realista (e melhor) de todos os artistas de arte pintada.
       Doug tem uma diagramação confusa, com quadros sobrepostos e desenho bem aquarelado, mas nós só notamos isso por ele estar na mesma revista que Ross que tem tanto tempo de estrada, mas ver que a comparação é possível, fazendo até com que algumas vezes nem saibamos diferenciar quem desenhou aquela página, mostra que o artista é bom.
       A foto ao lado é uma arte de Doug para comparação com as famosas pinturas de Ross. Poste o que você achou dele.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

ALEX ROSS


       Dono da melhor e mais realista de todas as artes pintadas, Alex Ross estudou na American Academy of Art em Chicago e aperfeiçoou seus desenhos em storyboards antes de entrar nas HQ´s.

       Seu sucesso absoluto veio com Marvels (1993) que divulgou a arte pintada e a deixou famosa. Seu novo trabalho foi a também muito bem sucedida Reino do Amanhã (1996); assim como a mini série US. Tio Sam (1997); as graphics novels Super Homem: Paz Na Terra (1999); Batman: Guerra ao Crime (2000); Shazam! O Poder da Esperança (2001) e Mulher Maravilha: O Espírito da Verdade (2002).

       Seus trabalhos lhe renderam vários prêmios e ótimas críticas e hoje, Alex se destaca também como argumentista. Ele continua mostrando seu trabalho em especiais da Liga da Justiça, do Tocha Humana Original e em capas para a DC Comics como (exemplo) em Batman: Descanse em Paz.

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