terça-feira, 18 de maio de 2010

U.S. TIO SAM


Ele não era apenas um mais um mendigo de Nova Yorque? Desses que você finge que sente pena e espera que as pessoas que realmente se importam se aproximem? Ele não merecia atenção. Estava louco. Em sua mente ele viajava quilômetros e visitava pessoas em diferentes épocas, sem ter a mínima noção de como fez isso. Pobre coitado, pobre homem. Ele acreditava que era Tio Sam.
Hah! O espírito da América era o velho Sammy! Idiotas. Será que o espírito da América é tão imundo a ponto de comemorar mortes inocentes em guerras inúteis, onde eles achavam estar fazendo algo bom? Será que o espírito está dentro de cada criança morta ou que mata; famílias que aprendem a odiar; assassinos, loucos e psicopatas que, soltos por aí fazem o maior mal possível ostentando o símbolo do país livre?
Será que o espírito da América seria o produto Tio Sam? Aquele que não tem vontade própria, e é vendido em lojas e comparece em eleições de políticos corruptos?
Sim. Você que é a vontade americana, viu com seus próprios olhos a verdade por trás do vermelho, azul e branco. Você se sente enojado de si mesmo e de onde pisa... mas, porque? Talvez você nem seja o verdadeiro Tio Sam, apenas mais um mendigo louco, que é mais são do que qualquer outro cidadão americano.
Uma das maiores críticas contra o governo dos EUA em forma de quadrinhos. Mostrando o maior símbolo americano em forma de um mendigo louco.
De Steve Darnall e Alex Ross. U.S. Tio Sam.

OS ÚLTIMOS DIAS DO HOMEM ANIMAL


       Com um tema aparentemente horrível e sem graça, a série 'The Last Days of Animal Man' que se passa no futuro e mostra como seriam os últimos dias de Buddy Baker, provou ser uma caixinha de surpresas, quando apresentou uma história interessante e muito bem escrita.
       Mas não tinha mais o que se esperar quando ela é escrita por ninguém menos que Gerry Conway, um dos maiores argumentistas dos anos clássicos das HQ´s; o cara que matou a Gwen Stacy; o cara que conseguiu salvar essa história e transformá-la num ótimo conto futurístico e/ou de realidade alternativa.
       Mas falando sério, não é muita pressão sobre o Homem Animal? No sentido de que ele é um herói quase clássico e comum. Não é de se perguntar o que ele estava fazendo em 52 no meio do espaço sideral? A saga 52 foi tão bem escrita que você entende o porque dele estar lá, mas lendo nas entrelinhas percebe-se que o camarada de azul e laranja foi simplesmente colocado em destaque já que era um herói esquecido.
       Mas tudo bem. O que realmente importa hoje em dia, já que estamos em tempos de falta de inspiração para os quadrinhos, é que a história seja bem escrita, e as revistas que Buddy aparece são sempre muito boas, desde o tempo da DC 2000 da Abril, onde eram escritas por Grant Morison.
       Os últimos dias do Homem Animal foram publicados no Brasil na revista Dimensão DC: Lanterna Verde do nº 17 ao 20.

PRA QUE MEXER NAS SAGAS?


       Quando a gente relê a Crise Final é de se pensar: não é possível que queriam mesmo fazer uma bosta tão grande e complexa assim. Aonde Grant Morrison se perdeu? Será que o excesso de confiança que a editora colocou nas revistas dele foram tão grandes que ele sem querer se engrandeceu demais? E A Invasão Secreta? Brian Michael Bendis é ótimo, a revista não foi ruim, mas foi bem vazia. De quem então seria a culpa?
       Pegando por base outras sagas do Brian, como Dinastia M, parece que Invasão teria que ser uma série em umas 4 edições e ele teve que esticar por mais um monte. Verdade. Tem umas edições que ele só enrola, mas não tem história. Agora o cúmulo foi ainda desfolhar o resto da coitada e espalhar por todo o universo Marvel deixando tudo ainda mais resumido.
       Grant Morison consegue fazer coisas bem complexas mesmo. Mas a quantidade de coisas inúteis, explicações que não explicavam nada e personagens idiotas sem motivo foi absurda em Crise, foram fulminantes para o não entendimento no final da saga. Seria isso dedinho de editores também? Porque não é possível: assim que acabou Crise Infinita, você sabia que teria a Crise Final, teve o Prelúdio para a Crise, a Contagem Regressiva para a Crise e o ano inteirinho contando exatamente as 52 semanas que faltavam e no final tudo foi esse grande nada.
        Porque autores tão grandiosos fariam isso com seus próprios trabalhos? Editores? Pra que esse tombo na qualidade se ninguém gosta, lê ou compra?
       Se concorda que não é necessário esticar sagas, ou dar uma mexedinha antes do resultado final como em Invasão Secreta e Crise Final, deixe seu comentário.

AS PORCARIAS PUBLICADAS NOS ANOS NOVENTA


       Até os anos oitenta, as HQ´s estavam no auge, era o momento de grandes sagas, ao mesmo tempo em que aconteciam histórias clássicas, e ao lado tramas altamente complexas, com designes sofisticados no argumento e na diagramação.
       Mas aí, aconteceu um imprevisto: esses bons caras, resolveram mudar de profissão, viraram editores, mandar nos poucos que restavam. É, mas pelo menos restaram alguns, não é? Até mais um imprevisto chegar: alguns desses não gostavam de repetir sempre o mesmo enredo e resolveram se afastar do mercado. Fora outro pequeno imprevistinho: o restinho dos artistas que sobrou criaram uma editora independente e começaram a trabalhar só nela.
       Depois disso restaram só um minúsculo nada, que lançou um especial fantástico no começo da década e outro lá no final. Alan Moore foi sacaneado pela DC e ficou um bom tempo sem escrever (a editora é burra, já que ele a amava, e podia estar lá até hoje). Grandiosos astros se foram, Jack Kirby morreu na década de 90, como Siegel, Shuster e tantos outros. Restaram os novatos, que sinceramente não sabiam o que estavam fazendo.
       Na década de 90 não se destacou nenhum argumentista. Claro, foi o início dos desenhistas bons de hoje, mas naquela época os desenhos deles eram horríveis e isso era seguido por todos. As HQ´s de 90 eram da linha mal desenhada e quem se destacava, eram simplesmente os que não desenhavam tão mal assim.
       Desse nada, saiu o que estamos hoje. Os “artistas” de 90 viraram os editores, quando os bons se aposentaram ou resolveram lançar um trabalhinho cá, outro lá. Disso veio pessoas piores que não fazem mesmo, a mínima ideia de como se faz para contar uma história. São desses as revistas que lemos hoje. Mas não faz mal, pela decadência dos quadrinhos até hoje, parece que vai ficar pior.

domingo, 9 de maio de 2010

Panini novos mixes e novas revistas

OMELETE



Os editores Levi Trindade (DC) e Fernando Lopes (Marvel), da Panini Comics, mandaram AO Omelete Uma Lista dos Novos mistura Que como revistas mensais e bimestrais da editora Terao A partir deste mes - Que Dá Início à "revolução Panini".

Todos OS misturas iniciais São Paulo, e Vão Mudando Ao longo dos Próximos Meses, Principalmente Pela rotatividade de minisséries. E HÁ ALGUMAS novidades: enquanto se previamente ALGUMAS falava em séries bimestrais serem, agora Apenas uma delas - uma nova A Teia do Homem-Aranha - periodicidade ESSA Tera.

Títulos DC:

Superman (mensal, 76 páginas, R $ 6,50)
Rotatividade Entre as séries de Superman e Action Comics, Superman Mais uma maxissérie: World of New Krypton (12 Edições) eA mini Superman: Secret Origin (6 Edições)

Batman (mensal, 76 páginas, R $ 6,50)
Como a série Batman, Batman: Streets of Gotham e, em breve, uma esperada Batman & Robin (por Grant Morrison e Frank Quitely).

Liga da Justiça (mensal, 76 páginas, R $ 6,50)
Justice League of America, Justice Society of America e como minissérie JLA: Cry for Justice (7 Edições) e Flash: Rebirth (6 Edições)

Dimensão DC: Lanterna Verde (mensal, 76 páginas, R $ 6,50)
Green Lantern, Green Lantern Corps, The Brave & The Bold e, posteriormente, outros Títulos Relacionados à saga "A Noite Mais Densa"

A Sombra do Batman (mensal, 148 páginas, R $ 14,90 - em julho estreia)
Batman Confidencial, Detective Comics (com elogiadas como Histórias da Batwoman), Gotham City Sirens, Red Robin e Batgirl.

Universo DC (mensal, 148 páginas, R $ 14,90 - em julho estreia)
Adventure Comics, Supergirl, Superman / Batman, Mulher Maravilha e, posteriormente, outros Títulos Relacionados à saga "A Noite Mais Densa".

Títulos da Marvel:

Homem-Aranha (mensal, 76 páginas, R $ 6,50)
Só The Amazing Spider-Man (Que sai Três Vezes Por MÊS nos EUA).

X-Men (mensal, 76 páginas, R $ 6,50)
Uncanny X-men, minisséries X-Men: Legacy, Mais e Especiais.

Wolverine (mensal, 76 páginas, R $ 6,50)
Wolverine: Weapon X, Wolverine: Origins Wolverine e Dark.

Os Novos Vingadores (mensal, 76 páginas, R $ 6,50)
New Avengers, Thor, Capitão América.

Homem de Ferro (mensal, 76 páginas, R $ 6,50 - em junho estreia)
Invincible Iron Man Mais minisséries Como Black Widow: Deadly origem (4 Edições) e Iron Man vs Whiplash (4 Edições)

Reinado Sombrio (mensal, 76 páginas, R $ 6,50)
Dark Avengers, Thunderbolts e Outras minisséries e Especiais

Ultimate Marvel (mensal, 76 páginas, R $ 6,50 - estreia em julho)
Ultimate Comics Spider-Man, Ultimate Avengers Comics Mais Outras minisséries da Linha.

X-Men Extra (mensal, 148 páginas, R $ 14,90)
X-Force, Cable, Novos Mutantes, X-Factor, Deadpool.

A Teia do Homem-Aranha (bimestral, 148 páginas, R $ 14,90)
Amazing Spider-Man Family, Especiais e minisséries Mais do Personagem.

Universo Marvel (mensal, 148 páginas, R $ 14,90 - em junho estreia)
Quarteto Fantástico, Demolidor, Hulk bis minissérie Dark Reign: Elektra (4 Edições)

Avante, Vingadores! (Mensal, 148 páginas, R $ 14,90 - em junho estreia)
Mighty Avengers, Mais Especiais e minisséries Como Secret Invasion: New Nation e New Avengers: The Reunion (4 Edições)

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